Lucro líquido do HSBC sobe 7% em 2011

Crédito para empresas foi o destaque do ano; decisão de sair de alguns segmentos do varejo “de massa” reduziu crescimento da carteira de pessoa física.
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FRANCO IACOMINI
Arquivo/ Gazeta do Povo

Pelas regras internacionais de contabilidade, o HSBC Brasil lucrou R$ 1,35 bilhão em 2011
O banco HSBC Brasil obteve no ano passado lucro líquido de R$ 1,35 bilhão, de acordo com as normas contábeis internacionais (IFRS). O número representa um aumento de 7% em relação ao de R$ 1,26 bilhão registrado em 2010. Entre os destaques do resultado está o crescimento do crédito para empresas, que cresceu 22% em 2010. Os empréstimos para pessoas físicas cresceram menos (6%), devido à opção da instituição financeira de deixar de atuar em alguns segmentos do varejo “de massa”, como os empréstimos consignados e o financiamento de automóveis intermediado pelas concessionárias. Juntando indivíduos e pessoas jurídicas, a carteira de crédito cresceu 15% e fechou dezembro em R$ 59 bilhões.
Os ativos totais somaram 130,9 bilhões, alta de 8%. O balanço publicado pela norma contábil brasileira apresenta um lucro ligeiramente menor, de R$ 1,11 bilhão para o conglomerado financeiro. Pela regra nacional, o aumento em relação a 2010 foi de 3,2%.
O presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, observa que o banco tem preferido concentrar-se na oferta de produtos financeiros para pessoas físicas que sejam correntistas. O financiamento de veículos, por exemplo, está disponível nas agências, para os clientes do banco. Con­siderando apenas esse público, segundo Engel, o crescimento do crédito atingiu 28%.
Essa concentração traduz a ênfase do banco, que quer aproximar-se mais do segmento de negócios. No ano passado, o banco conquistou mercado na área de financiamento ao comércio internacional (a participação aumentou de 5,7% para 6,2%) e atingiu 9% das operações com a China. Em 2011, a operação brasileira foi a quarta mais rentável para o grupo HSBC, atrás apenas de Hong Kong, Reino Unido e da China continental, e contribuiu com 5,5% do lucro global de US$ 21,9 bilhões.
Para 2012, os planos incluem manter o crescimento de 15% na carteira de crédito, incluindo pes­­soas físicas e jurídicas. O fi­­nan­­ciamento do comércio exterior e o foco no segmento pessoa física premium devem ser as ênfases da instituição.
Engel negou que o banco vá vender a financeira Losango. Boatos a respeito foram recorrentes no mercado ao longo do ano passado. “Ela representa uma parcela importante para o nosso negócio com as empresas. Grande parte das lojas cujas vendas a Losango financia têm conta no banco”, diz o executivo. Além disso, segundo ele, a Losango tem participação de 24% no financiamento do consumo no país, o que a torna importante para o grupo.

 

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
http://www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375
Postado em 07/03/2012

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