Bancos Parados em Curitiba

Bancários paralisam atendimento em agências do Centro.

Cerca de 30 agências da região central de Curitiba ficam paralisadas até o meio-dia. Caixa eletrônicos funcionam normalmente

pagamentos

Antonio Senkovski

Os bancários realizam paralisação na manhã desta segunda-feira (3) para pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a ceder nas negociações salariais com a classe trabalhista. Os centros administrativos dos bancos HSBC, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de cerca de 30 agências da região central, ficam fechadas das 8h até o meio-dia. Depois desse horário, o atendimento volta ao normal, conforme informações do Sindicato dos Bancários de Curitiba. Os caixas eletrônicos não são afetados e funcionam normalmente.

Às 10h30, na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba, acontece um ato simbólico da categoria. O objetivo é informar os trabalhadores dos bancos sobre as negociações e a reunião que acontece com a Fenaban nesta terça-feira (4). As reuniões para definição de concessão de benefícios à categoria acontecem desde a semana passada. No último dia 28 e 29, os funcionários das instituições financeiras recusaram a proposta de reajuste de 6% e o atendimento de mais cinco itens da pauta de reivindicações.

Para os próximos dias, o Sindicato dos Bancários não confirma novas paralisações. Conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa, a classe aguardará o posicionamento da Fenaban para definir se há a possibilidade de declarar greve.

Reivindicações

A pauta de reivindicações da categoria traz uma lista de reajuste salarial de 10,25%, que representa a perda da inflação mais um ganho real de 5%. Além disso, a classe quer que o piso da categoria tenha como base o salário mínimo do Dieese (R$ 2,4 mil) e participação dos lucros de três salários mais R$ 4,9 mil. Outras reclamações são sobre rotatividade, terceirizações, jornada de trabalho e segurança nas agências.

Proposta

Até agora, a Fenaban se comprometeu a, além de reajustar o salário em 6%, assegurar o salário aos trabalhadores afastados por adoecimentos e implantar projeto piloto em uma cidade com sugestões de segurança dos bancários. Também há sinalização da federação para realização de um censo para medir a igualdade de oportunidades dentro dos bancos e o comprometeram de discussão sobre um programa de reabilitação profissional a pessoas afastadas.

A reportagem tenta entrar em contato com a Fenaban, que disse se pronunciar sobre o assunto por e-mail, mas, até agora, não obteve resposta sobre o posicionamento a respeito das paralisações.

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
http://www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375
Postado em  03/09/2012

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