Novas regras de liquidez agradam setor bancário.

O sistema financeiro mundial utiliza desde o final da década de 80 um conjunto de regras para manter o setor bancário saudável e afastar riscos sistêmicos à economia mundial.

 

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Algumas vezes, porém, os controles são insuficientes para evitar uma crise. Por isso, desde a quebra em 2008 do banco americano de investimento, Lehman Brothers – pulverizado pelo desaparecimento brutal de todas as suas fontes de financiamento -, começou a ser esboçada uma reforma para aumentar a liquidez dos bancos.
Neste domingo, o Comitê de Basileia – formado pelos principais bancos centrais globais – chegou a um acordo ao flexibilizar as regras que serão aplicáveis aos bancos internacionais em 2015. A primeira proposta foi criticada ao estabelecer um mínimo de fundos próprios muito elevado, o que poderia paralisar a economia mundial.
O novo marco regulatório para os bancos, denominado Basileia III, busca melhorar a liquidez dos bancos em caso de crise. Exige que as entidades mantenham suficientes ativos fáceis de vender em para financiar suas atividades durante 30 dias, inclusive se as fontes de refinanciamento estiverem completamente esgotadas.
O Comitê de Supervisão Bancária do Banco de Pagamentos Internacional (BPI), que reúne os reguladores internacionais do setor, anunciou que foi ampliada a natureza dos ativos fáceis de vender que os bancos terão que ter no futuro em seus balanços para enfrentar uma crise aguda de liquidez durante 30 dias.
O leque de ativos que poderão ser levados em conta incluem o de obrigações, as ações – com a condição de que as empresas que emitiram sejam classificadas como valor de investimento pelas agências de classificação – e alguns tipos de colocações hipotecárias.
Estes ativos terão uma redução de seu valor em relação ao seu valor nominal para o cálculo da razão liquidez.
Em sua versão inicial, o projeto levava em conta ativos muito mais estritos, como a liquidez ou os bônus do Estado.
O calendário para aplicação desta proporção também foi modificado. Como estava previsto, o coeficiente entrará em vigor em 1º de janeiro de 2015. Mas nesta data, os bancos deverão reunir apenas 60% das quantias exigidas inicialmente.
O colchão de liquidez poderá, então, ser aumentado gradativamente em 10% ao ano para alcançar 100% no horizonte até 2019.
Muitos banqueiros fizeram saber que o projeto inicial impediria aos bancos fazer seus trabalhos, ao limitar drasticamente os fundos que podem colocar à disposição para acertar créditos.
A nova versão da reforma foi adotada por “unanimidade”, acrescentou o comitê.
(Com agência AFP)

 

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
http://www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375