Financiamento de Veículos ao Mês: prestação R$ 600,00 + IPVA R$ 58,33 + DPVAT R$ 8,90 + licenciamento R$ 3,23 + combustível média R$ 120,00 + seguro R$ 134,99 + estacionamento R$ 180,00 + manutenção R$ 73,45 + limpeza R$ 60,00 + depreciação ao mês R$ 47,98 = R$ preço de um apartamento decorridos 60 meses

Impostos, seguro e combustível são apenas alguns exemplos de gastos que não são planejados na hora da compra do veículo. O gasto final pode ser três vezes maior que o financiamento

“Se a prestação couber no bolso, eu levo o carro.” Esse pensamento, comum na hora da compra de um veículo, pode comprometer o orçamento da família e fazer com que o carro se torne um peso grande demais para ser carregado. Na concessionária, esquece-se do combustível, seguro, impostos, manutenção… A lista é grande e o total destinado ao carro mensalmente pode chegar a três vezes o valor da prestação – é o que mostra uma simulação com três veículos pesquisados pela Gazeta do Povo.

Um Fiesta 1.0, parcelado em 36 vezes de R$ 776, também sem a entrada, pode “comer” R$ 1.902 por mês (145% a mais que a prestação), enquanto um Gol 1.6, com a mesma quantidade de parcelas, mas no valor de R$ 1.310, pode quase dobrar os custos mensais, chegando ao total de R$ 2.456 – veja as simulações na tabela abaixo.

“Carro é como um filho”

Especialistas em finanças pessoais falam que os motoristas devem ver o carro como um filho: ele precisa ser alimentado, limpo, passar por consultas de rotina e ter um plano de saúde. Todos esses gastos, porém, devem ser calculados pelo impacto mensal que traz à renda e a soma deve ficar entre 20% e 25% do total do orçamento.

Nessa lógica, uma família com renda total de R$ 5 mil, por exemplo, consegue arcar com uma prestação de R$ 776 (15% do orçamento), mas pode ficar apertada para pagar as contas mensais e poupar para os custos anuais, que podem chegar a R$ 1.902 (38% da renda mensal).

O consultor de finanças pessoais e educação financeira Altemir Farinhas lembra que, em geral, os custos mensais com o veículo chegam ao dobro da prestação. “Não planejar o gasto com o carro acaba contaminando todo o orçamento. Chega a hora de pagar o seguro e vem a pergunta: de onde virá o dinheiro? Como são gastos previsíveis, é preciso separar o dinheiro para o pagamento e não impactar o orçamento”, ressalta.

Solange de Lima Barbosa, professora de Administração da PUCPR, pondera que o conjunto de gastos deve sempre estar previsto e por isso é preciso separar dinheiro mensalmente para as contas anuais. “É preciso considerar todos os gastos e não deixar para pagar os custos anuais só quando eles aparecem. Mensalmente é preciso separar provisões. O desejo às vezes fala mais alto que a necessidade, mas a compra precisa ser racional, não por impulso. Um carro traz tantas despesas quanto um filho”, alerta.

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375

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