Financiamento de R$ 146 milhões vai digitalizar salas de cinema brasileiras.

Perceba-se como o crédito é importante para todos os ramos da atividade econômica, até para os cinemas. O problema é que agora a maior taxa de juros do mundo, a brasileira, agora também vai influenciar no preço dos ingressos dos cinemas.

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A digitalização viabilizará a inserção dessas salas no circuito comercial de lançamentos, aumentando sua competitividade e viabilidade econômica.

GAZETA DO POVO

Uma nova linha de financiamento, no valor de R$ 146 milhões, destinada a acelerar o processo de digitalização das salas de cinema brasileiras foi lançado nesta quinta (31) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

A meta do Ministério da Cultura e da ANCINE é digitalizar 1.400 salas num prazo de 18 meses, uma vez que a atual dinâmica do mercado cinematográfico prevê para os próximos dois anos a total transição da exibição de filmes para o modelo digital, em que será extinta a distribuição de cópias físicas em película.

O acesso a tais cópias é um dos principais gargalos para a operação de salas de menor porte ou fora dos principais centros urbanos. A digitalização viabilizará a inserção dessas salas no circuito comercial de lançamentos, aumentando sua competitividade e viabilidade econômica.

Financiamento

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, e o diretor da Área Industrial do BNDES, Julio Ramundo, em cerimônia na Sala Funarte, no Rio de Janeiro.

A nova linha é um dos quatro eixos do Programa Cinema Perto de Você (PCPV), que opera com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e tem o BNDES como agente financeiro.

Os recursos da Linha de Digitalização serão repassados por meio de empresas integradoras, que deverão reunir um conjunto mínimo de 250 salas em cada pedido de financiamento, das quais obrigatoriamente 20% de pequenos exibidores.

Os integradores se responsabilizarão pela aquisição, instalação e manutenção dos equipamentos de exibição digitais nas salas de cinema, bem como pelo gerenciamento do fluxo financeiro de pagamentos de distribuidores e exibidores.

Os recursos do FSA serão garantidos por meio do fluxo futuro de pagamento por cópia virtual pelos distribuidores (“virtual print fee”), aluguéis e taxas de manutenção dos equipamentos.

O aluguel pago pelo exibidor deverá espelhar os custos financeiros estabelecidos pelo FSA. Para projetos que envolvem grupos com até 10 salas de cinema, não será cobrada taxa de juros, enquanto para os grupos com mais de 10 salas será cobrada taxa de 3% a.a.

A fim de reduzir o custo final para os pequenos exibidores, o Comitê Gestor do FSA autorizou a dotação de R$ 6 milhões não reembolsáveis (equivalente a R$ 15 mil por sala), que contribuíram para reduzir a zero o custo do financiamento de exibidores com até 4 salas.

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375