Inadimplência das empresas sobe 10,4% em 2012, nenhuma surpresa.

Nós do Pinheiro Advogados já havíamos previsto esse fenômeno neste post:
https://pinheiroadvogados.org/2013/01/21/record-de-endividamento-das-pmes-somente-no-bb-em-2012/#comments
A previsão foi fácil, tendo em vista que os juros cobrados são impagáveis.

 

 “Nome sujo” é critério de seleção?

O Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado nesta quinta-feira pela Serasa Experian, subiu 10,4% em 2012 ante 2011. Já na comparação de dezembro com novembro do ano passado, houve queda de 4,9% na inadimplência dos negócios.

Em nota, os economistas da Serasa Experian disseram que a alta na inadimplência das empresas em 2012 decorre da maior inadimplência do consumidor, que afeta as contas a receber das empresas. Para eles, o avanço da inadimplência também é reflexo da menor capacidade de geração de receitas, em um cenário de baixa atividade, “além das dificuldades em honrar financiamentos tomados para a expansão do negócio e para pagar fornecedores responsáveis pela reposição de estoques”. Os economistas alegam ainda que a inflação, que elevou vários custos, também pesou para as empresas na gestão do caixa no ano passado.

Em 2012, as dívidas não bancárias – cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços, como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água – registraram um valor médio de R$ 760,96, alta de 2,3% ante 2011. Já as dívidas com bancos tiveram em 2012 um valor médio de R$ 5.250,10, avanço de 1,6% sobre o ano anterior. Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado foi de R$ 1.954,82, alta de 8,4% na mesma base de comparação. Os cheques sem fundos registraram um valor médio de R$ 2.347,49, avanço de 12,3%.

 

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375