FORA DA CAPITAL

FORA DA CAPITAL

Preços menores e ritmo mais lento

Embora com valores 25% mais baixos, em média, para locação e venda, cidades do interior seguem tendências gerais do mercado.

Veja também: Bolha Imobiliária Continua Crescendo…

  • TAIANA BUBNIAK
  • Gilberto Abelha/ Gazeta do Povo 
  • Cidades como Londrina acompanham tendências do mercado, porém em ritmo mais lento.

rrrr

O mercado imobiliário e o setor da construção civil se comportam de maneira semelhante na capital e nos grandes municípios paranaenses. O ápice do preço e da demanda, entre 2007 e 2010, deu lugar à estabilidade nos últimos dois anos. Fenômenos como a verticalização, a valorização dos terrenos e a escassez de mão de obra também estão presentes em cidades como Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu, mas acontecem de forma mais lenta em comparação com Curitiba.

“O mercado está menos esgotado no interior do que na capital. Em todo o estado houve uma retomada entre 2007 e 2010, mas nada tão significativo como em Curitiba, onde prédios inteiros eram vendidos em um fim de semana”, comenta Daniel Galiano, diretor da Apolar Imóveis, empresa que tem 30 franquias no interior.

Liliana Ribas Tavarnaro, presidente do Sindicato da Habitação no Paraná (Secovi-PR) , afirma que os dados dos últimos 13 meses apontam para a acomodação. “Assim como em Curitiba e na região metropolitana, a época é de estabilidade. Os preços foram reajustados há pouco mais de três anos e agora o mercado está mais equilibrado em todo o estado”, diz.

Percentuais

Dados do Instituto de Ins­­ti­­tuto de Pesquisa e Desen­­vol­­vimento do Mercado Imo­­­­biliário e Condominial (Inpespar) mostram que no interior os valores podem ser 28% menores para contratos de locação e 23% para a venda (veja mais no quadro ao lado). O preço cobrado pelas unidades deve permanecer o mesmo em 2013 pois, de acordo com os especialistas, já cresceu o suficiente.

“Não sentimos baixa nem na oferta e nem na procura. O que está evidente é que o preço não sobe tanto quanto em 2010 e 2011”, comenta Sabas Martin Fernandes, diretor do Conselho Regional dos Corretores de Imóvel (Creci-PR) em Maringá.

Os valores, no entanto, não são absolutos. “Há, sim, um percentual médio de diferença com relação à capital: o preço do imóvel no interior é menor. Mas o valor final vai depender de características específicas do imóvel, como estado de conservação, localização e acabamento”, aponta Liliana Tavarnaro. “Um apartamento de dois quartos no Centro de Ponta Grossa pode sair até mais caro que um imóvel similar em Curitiba”, completa.

Mudança no horizonte

Com o preço dos terrenos começando a tornar menos viável a construção de casas, os municípios do interior começam a se verticalizar. “Isso já acontece em cidades maiores, como Londrina e Maringá, e aos poucos está dominando outras”, exemplifica Daniel Galiano.

“Já temos muitos lançamentos verticais, mas os condomínios horizontais e casas ainda predominam”, comenta Fernandes. De acordo com ele, terrenos e casas em bairros com mais espaço disponível lideram a demanda.

 

jjhjj

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375