S&P revisa para baixo perspectiva de 6 bancos do Brasil.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s revisou de estável para negativa a perspectiva dos ratings de seis bancos brasileiros. As instituições incluídas na revisão são Banco Industrial e Comercial, Banco Fibra, Banco Intermedium, Banco Mercantil do Brasil, Paraná Banco e Banco Indusval & Partners. Os ratings, porém, não foram modificados.

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A S&P afirmou que os riscos do setor bancário no Brasil cresceram. “O crescente envolvimento do governo tem resultado em maiores distorções no mercado em razão do aumento da participação no mercado dos empréstimos de bancos controlados publicamente durante 2012 e em um crescente diferencial de spread entre os bancos públicos e os privados”, disse a agência em um comunicado.

“Nós também consideramos que o nível de empréstimos direcionados pelo governo é relativamente alto, alcançando 41% no fim de 2012, de 29% em 2008”, argumentou a S&P. A agência explicou que durante o ano passado os bancos privados desaceleraram a taxa de crescimento de suas carteiras de empréstimos em razão da deterioração da qualidade dos ativos e da desaceleração econômica. “No entanto, os bancos públicos mantiveram um ritmo forte, porque o governo usou essas instituições como um instrumento contracíclico”, destacou.

Segundo a S&P, um novo elemento foi acrescentado quando o governo pediu que os bancos reduzissem as taxas de juros. “Nós acreditamos que crédito mais barato para todos os agentes é um acontecimento desejável. Porém, dinâmicas competitivas e condições do mercado são guias mais construtivos para os movimentos das taxas de juros”, disse a agência. “O governo vem tomando medidas em direção à criação dessas condições, mas muito ainda precisa ser feito.”

A S&P afirmou que pode rebaixar os ratings do BicBanco, Banco Fibra, Banco Intermedium, Banco Mercantil do Brasil e do Paraná Banco em uma nota se baixar o ponto inicial para os ratings dos bancos que operam no Brasil. O rating do Banco Indusval pode ser reduzido em duas notas em razão de um ponto inicial mais baixo ou de uma possível redução em seu capital e seu quadro de ganhos de “forte” para “adequado”.

(com Estadão Conteúdo)

 

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
www.pinheiroadvogados.com.br
OAB/PR 2375