Inflação afeta renda e dificulta queda da inadimplência

A inadimplência do consumidor desacelerou em ritmo lento nos últimos meses devido aos efeitos do aumento da inflação na renda das famílias, especialmente as mais pobres. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 0,55% em abril e chegou no limite do teto da meta estipulada pelo governo – 6,49% de alta no período de 12 meses.

Para manter o padrão de consumo, a saída encontrada pelas famílias foi assumir novas dívidas. O aumento dos juros, política que o Banco Central (BC) começou a adotar para controlar os preços no médio e longo prazos para aliviar a pressão do mercado, também pode implicar em aumento da inadimplência no futuro. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar para 7,5% a taxa básica de juros e deve promover novos aumentos ainda neste ano.

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Apático, governo não consegue controlar inflação a curto prazo

O índice de calote dos empréstimos com recursos livres do sistema financeiro fechou 2012 em 8%, segundo o Banco Central (BC). Em março, a inadimplência tinha recuado para 7,6%. A expectativa do economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), era que a inadimplência recuasse para a média histórica, que é 7,3%, em outubro deste ano. Agora, ele acredita que essa marca será atingida somemte em dezembro. Mais cético do que Bentes, o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, já considera a hipótese de o calote voltar para o nível histórico no primeiro semestre de 2014.

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Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços, também viu suas projeções sobre o recuo da inadimplência serem frustradas. Ele projetava que o indicador caísse para 7,3% no fim de 2012, o que não ocorreu. Ele refez as projeções e considera que o calote encerre 2013 em 7,2%.

Para Bentes, da CNC, e Fernanda Della, assessora econômica da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o principal fator que atrasou a queda da inadimplência foi o aumento da inflação, especialmente dos alimentos.

Os grandes vilões da inflação em abril :

Saúde e cuidados pessoais

A alta nos preços dos remédios fez com que o grupo saúde e cuidados pessoais registrasse a maior variação de grupo no mês passado, com alta de 1,28% ante março. Os remédios subiram 2,99% no período. Os preços dos itens de saúde também foram impulsionados pela alta dos serviços médicos e dentários, cujos preços subiram 1,19%.

(com Estadão Conteúdo)

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Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
OAB/PR 2375

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