Na torcida, Tombini diz que “BC agirá de forma tempestiva para conter inflação”.

A torcida é grande, embora a necessidade exija atitudes “para ontem”. Nesta quinta-feira, Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, disse que fará o que for necessário e de forma tempestiva para a inflação cair na segunda metade do ano. Ele reforçou ainda que a inflação no Brasil está e continuará sob controle e que o que ocorreu foram choques de oferta de alimentos. O IPCA fechou abril a 0,55%, ficando em 12 meses em 6,49%, muito próximo do teto da meta de inflação do governo de 6,50%, ainda pressionado pelos preços dos alimentos.

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“O Banco Central está vigiliante e fará o que for necessário, com a devida tempestividade, para colocar a inflação em declínio no segundo semestre e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”, afirmou ele, ao participar do Seminário Anual de Metas para a Inflação do BC.

No mercado futuro de juros, as taxas passaram a subir à tarde após a fala de Tombini. Em abril passado, o BC deu início a mais um ciclo de aperto monetário, ao elevar a Selic a 7,50%, dando sinais de que o movimento deve continuar. Tombini também repetiu que a economia brasileira está se recuperando e que as projeções indicam expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ao redor de 3% este ano.
Segundo ele, o principal suporte à economia brasileira continuará sendo o mercado interno e que, nesse sentido, o consumo das famílias tem se mostrado robusto ao longo dos anos e tende a apoiar o crescimento. O presidente do BC voltou a repetir, contudo, que a cena externa continua complexa e com riscos elevados, ainda que os países emergentes tenham mostrado melhora graças à demanda doméstica.

(com agência Reuters)

Att.,
Dr. Davi Chedlovski Pinheiro
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OAB/PR 2375