Classe média-alta vive no aperto e está endividada

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Apesar de ter uma renda familiar que varia de 4 500 a 6 000 reais por mês, mais de 6,5 vezes o salário mínimo de 678 reais, a classe média-alta paulistana tem hábitos espartanos. Ela gosta mesmo é de ficar em casa – ou, no máximo, dar uma passadinha na casa de parentes e de amigos.
O hábito de convidar os mais chegados para uma pizza ou um churrasco, algo tão brasileiro, tem outro sentido para essa classe média-alta: gastar menos e tentar equilibrar o orçamento doméstico, comprometido com inúmeras dívidas. O comportamento dessa população foi estudado pela consultoria Quorum Brasil, em uma sondagem mensal.
Na pesquisa da consultoria com 200 paulistanos de idades entre 35 e 55 anos, quase metade dos entrevistados (46%) não consegue poupar nenhum real da renda familiar mensal. Os outros 54% até conseguem guardar um pouco de dinheiro. Mas, desses, apenas 6% conseguiram economizar um valor que varia entre 16% e 20% dos rendimentos mensais – um mínimo de 720 reais.
Tal “aperto” é explicado pelo alto porcentual gasto pelas famílias com contas de cartão de crédito e juros bancários: 31% do orçamento é usado para pagar faturas e taxas. Com isso, 38% dos entrevistados reconheceram: estão gastando mais do que ganham.