Empréstimos para pagar dívidas bate recorde, diz BC

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O estoque total de crédito no Brasil aumentou 1,5% em maio ante abril, chegando a 2,486 trilhões de reais, ou 54,7% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta terça-feira. No trimestre encerrado em maio, a carteira de crédito apresentou expansão de 4,3% e, no acumulado do ano, houve alta de 5,00%. Em 12 meses, cresceu 16,1%. Em abril, o estoque de crédito total havia somado 2,452 trilhões de reais, alta de 1,1% ante março.

O crédito livre, segundo o BC, aumentou 1,2% em maio e 10,4% em 12 meses, enquanto o direcionado (que atende a setores e projetos previamente designados) subiu 2% em maio e 24,7% em 12 meses. No crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 3% no acumulado do ano e 8,6% em 12 meses. Para as empresas, houve crescimento de 1,3% no crédito livre do mês, e altas de 1,6% no ano e de 12,4% em 12 meses. O total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 54,3% em abril para 54,7% em maio.

O BC informou também que a taxa de inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 5,5% em maio, estável em relação a abril. Contudo, especialistas alertam que os brasileiros têm buscado mais as linhas de crédito que oferecem dinheiro vivo, usado principalmente para pagar dívidas, do que aquelas que vinculam o financiamento à compra de um produto.

Juros – A taxa média de juros no crédito livre recuou de 26,3% ao ano em abril para 25,8% ao ano em maio. Para pessoa física, a taxa média no crédito livre recuou de 34,4% ao ano para 34,2%. Para a pessoa jurídica, a taxa média de juros caiu de 19,2% ao ano para 18,5% ao ano. Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa caiu de 136,8% ao ano para 136,3% na mesma comparação. Para o crédito pessoal, recuou de 36,8% ao ano para 36,7%.

Para veículos, os juros caíram de 19,9% ao ano para 19,7%. A taxa média de juros no crédito total, que inclui as operações direcionadas, recuou de 18,5% ao ano em abril para 18,1% em maio. O juro médio do crédito direcionado recuou de 7,0% ao ano para 6,9%, na mesma comparação.

Spread – O spread bancário médio, diferença entre os juros que o banco paga para captar poupança e os que aplica em seus financiamentos, caiu de 17,9 pontos porcentuais em abril para 17,2 pontos porcentuais em maio. O spread médio da pessoa física no crédito livre também recuou, passando de 25,5 pontos porcentuais em abril para 25,2 pontos porcentuais em maio. Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 11,2 pontos porcentuais para 10,4 pontos porcentuais no período.
(com Estadão Conteúdo e agência Reuters)