BNDES emprestou R$ 10,4 bilhões ao grupo EBX à juros baixíssimos

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Em meio ao ‘inferno astral’ de Eike Batista, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se pronunciou nesta quarta-feira sobre sua exposição às operações do grupo EBX, confirmando o valor de 10,4 bilhões de reais. Contudo, o banco de fomento disse ainda que esse valor não foi totalmente desembolsado.
“Os desembolsos, de acordo com a praxe em projetos apoiados pelo BNDES, ocorrem ao longo do período de execução dos empreendimentos”, afirmou o banco de fomento, em comunicado, sem especificar a quantidade repassada às empresas X.
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Segundo o BNDES, cada contrato com as empresas do grupo tem estrutura de garantias específica, incluindo fianças bancárias. Com isso, a exposição direta à EBX representa uma parcela “muito pequena” do patrimônio líquido do banco de fomento.
O BNDES afirmou ainda que a EBX tem ativos sólidos e valiosos, e que confia na capacidade da companhia de encontrar “a melhor solução para superar os atuais desafios”.
De acordo com o comunicado, as participações societárias em empresas de Eike Batista representavam cerca de 0,6% da carteira da BNDESpar, braço de participações do BNDES, em 31 de março.
Pesadelo — O ‘inferno astral’ de Eike Batista nos negócios começou em junho de 2012, quando a OGX informou que a capacidade de produção de seus poços seria muito menor do que havia sido divulgado a investidores na abertura de capital da companhia. De lá pra cá, todos os projetos de Eike foram colocados em xeque. A situação se agravou nesta segunda-feira, quando a OGX Petróleo informou que poderá fechar seu único poço petrolífero ativo.
(com agência Reuters)