Inadimplência sobe 5,6% no 1º semestre, aponta Serasa

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O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor fechou o primeiro semestre de 2013 com crescimento de 5,6% em relação a igual período do ano anterior. De acordo com o levantamento, divulgado nesta quarta-feira, essa é a menor variação para o período desde 2011, quando a inadimplência do consumidor cresceu 21,6%. Na variação mensal – junho contra maio – o índice registrou retração de 4%. Já na comparação de junho deste ano ante igual mês de 2012 o indicador caiu 3%.

Mesmo assim continua baixa e não justificam os #JurosAbusivos O Brasil em os menores índices de inadimplência do mundo e a maior taxa de juros do Universo. Isso ocorre devido a falta de concorrência entre os bancos privados que formaram um verdadeiro cartel (cadê o CADE?) somado a necessidade que os financiamentos representam para a sociedade e a economia. Em nosso país a taxa de juros privados tem preço elástico que lamentavelmente é formado pela lei da oferta e procura e não pelo risco da operação como deveria ser. Saiba mais aqui: https://pinheiroadvogados.org/2013/03/27/estoque-de-credito-cresce-07-em-fevereiro-juros-sobem/

Apesar da alta na inadimplência no semestre, na avaliação dos economistas da Serasa Experian o consumidor tem se mostrado mais cauteloso em relação à sua situação financeira e a inadimplência como um todo está perdendo fôlego em decorrência de um conjunto de fatores desfavoráveis ao consumidor, que enfrenta renda menor e juros maiores.
“A inflação reduziu o poder aquisitivo e o ciclo de elevação dos juros tem penalizado aqueles que utilizam intensamente o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Diante desse cenário, o consumidor evita novas compras a prazo e prioriza o pagamento e a renegociação das dívidas”, afirma a instituição, em nota.
O que mais contribuiu para o crescimento do indicador no primeiro semestre do ano foram as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.), com alta de 12,6%. Já a inadimplência com bancos subiu 1,3%. Os cheques sem fundos e os títulos protestados apresentaram retração, com queda de 9,4% e 1,4%, respectivamente.
(com Estadão Conteúdo)