Bradesco também quer morder PMEs

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Banco Bradesco abre R$ 3 bi em crédito para micro e pequenas empresas

OPINIÃO: O índice de mortalidade das empresas de 90% nos primeiros 2 anos ocorre justamente pela abertura com capital de giro financiado. Não existe qualquer atividade no mundo que renda os juros bancários.

O banco Bradesco disponibiliza a partir desta segunda-feira na sua rede de agências duas linhas de crédito num valor de 3 bilhões de reais para financiar o crescimento, modernização, produtividade e o capital de giro das micro e pequenas empresas. A taxa mínima cobrada é de 1,78% ao mês e o limite máximo de operação é de 100 mil reais
Dentre as facilidades incluídas nas linhas abertas está, conforme o Bradesco, carência de até 90 dias para o empresário pagar a primeira parcela. Uma delas é a Giro Simples Bradesco, indicada para micro e pequenas empresas que desejam reforçar seu fluxo de caixa. Além da carência de pagamento, o prazo de financiamento é de até 36 meses. A outra linha disponibilizada é a CDC Flex Bradesco, crédito destinado a aquisição de bens, inclusive equipamentos usados não contemplados pelas linhas tradicionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empreendedor poderá financiar até 70% do bem e, neste caso, o prazo poderá chegar até 48 meses.
“A economia brasileira é dinâmica e apresenta condições favoráveis para o surgimento de novos empreendedores. É preciso financiar e prestar consultoria a eles. Queremos apoiar o crescimento das micro e pequenas empresas brasileiras”, diz o diretor executivo do Bradesco, Altair Antonio de Souza, por meio de nota.
O Bradesco tem hoje 1,4 milhão de clientes neste segmento, o que representa 92% do número de clientes do tipo pessoa jurídica. No segundo trimestre deste ano a carteira de micro, pequenas e médias empresas do banco cresceu 3,5% ante os três meses anteriores e 11,2% na comparação anual, totalizando 121,138 bilhões de reais. Apesar do aumento na liberação de recursos, a inadimplência do segmento baixou no período, de 4,2% no primeiro trimestre para 4,0% no segundo. Em um ano, a queda também foi de 0,2 ponto porcentual.
(com Estadão Conteúdo)