Itaú Unibanco cria bandeira de cartões Hiper

20131003-082948.jpg

OPINIÃO: Agora que deve para o Banco Itaú não conseguirá mais ter um hipercard, e vice versa. Nós do Pinheiro Advogados somos completamente contra qualquer tipo de fusão ou incorporação entre instituições financeiras, pois a concorrência no setor bancário brasileiro já é muito escassa.

O Itaú Unibanco confirmou nesta quarta-feira a criação de uma nova bandeira de cartões, a Hiper, após experiência do banco com a Hipercard. “A Hiper já nasce com uma marca mãe, a Hipercard, que fala com todos os públicos e com aceitação nacional”, disse o diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco, Fernando Chacon, à imprensa.
A base potencial de clientes da Hiper é, segundo o Itaú, é de 40 milhões do conglomerado do banco. A nova bandeira será aceita em cerca de um milhão de estabelecimentos credenciados pela Redecard.
O cartão com a bandeira Hiper terá anuidade mensal de 10 reais por mês convertido em 12 reais também mensais em crédito no celular. A primeira emissão do novo cartão será feita pelo Itaucard, entretanto, o banco vai buscar parcerias com varejistas.
O mercado acredita que a nova bandeira de cartões do Itaú vai concorrer com a Elo, do Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Milton Maluhy, diretor executivo da área de cartões do Itaú Unibanco, disse que a Hipercard vai continuar existindo. “Não haverá tombamento da base já existente”, disse ele. A Hipercard pertencia à rede de supermercados nordestina Bompreço, comprada pela varejista americana Walmart. Na mesma operação, o Unibanco ficou com a carteira de clientes da bandeira, em 2004.
Maluhy reforçou ainda a importância da área de cartões dentro do conglomerado, citando o fechamento de capital da Redecard e a aquisição da Credicard. “A área de cartões tem uma participação muito importante no resultado do banco. Esperamos que este setor continue ocupando espaço, seja em emissão ou adquirente, e que continue crescendo. O mercado de cartões tem expectativa de crescimento relevante e potencial para alcançar o patamar de mercados mais desenvolvidos”, concluiu ele.
(com Estadão Conteúdo)