Bancários do Paraná mantêm greve Parada desde 19 de setembro

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07/10/2013, 19:47
THOMAS RIEGER, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO, COM ANGIELI MAROS E AGÊNCIA ESTADO
Os serviços oferecidos pelas agências bancárias vão continuar prejudicados no Paraná. Sindicatos de todo o estado realizaram assembleias e, seguindo a orientação do comando nacional da categoria, nenhum aceitou a última proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última sexta-feira (4), mantendo a greve que começou há quase um mês, no dia 19 de setembro.

Veja como evitar transtornos e realizar operações bancárias sem depender do atendimento interno das agências

De acordo com o presidente da Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), Gladir Antonio Basso, a Fenaban propôs um reajuste de 7,1%, inferior aos 11,93% reivindicados pelos grevistas, e se “esqueceu” de outras exigências. “Pensaram apenas na questão econômica e não na social”, comenta.

Além da correção, os bancários querem o fim das metas abusivas, diminuição das doenças ocupacionais, mais segurança nas agências e contratação de mais profissionais. Uma nova proposta é aguardada pela categoria ainda nesta semana.

Sindicato derruba interdito proibitório do HSBC

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região conseguiu uma liminar em mandado de segurança que derruba o interdito proibitório conquistado no final do mês passado pelo banco HSBC. O documento garantia a abertura das agências bancárias da instituição na capital.

O HSBC foi procurado para comentar o caso, mas não havia se manifestado até às 12 horas.

Esta é a segunda conquista da entidade envolvendo a abertura de agências. Na quarta-feira passada (2), o sindicato já havia derrubado a ação movida pelo Bradesco para manter as agências abertas.

Com isso, apenas as agências do Itaú permanecem abertas por decisão da Justiça.

Bancários de São Paulo continuam paralisados

A greve dos bancários foi mantida por decisão unânime de cerca de mil trabalhadores que participaram de uma assembleia realizada na Quadra dos Bancários, em São Paulo, nesta segunda-feira (7).

“Há uma margem muito grande de lucro sendo apropriada somente pelos bancos. A sociedade quer sua parte, na forma de melhores serviços, e os bancários na forma de melhores salários e condições dignas de trabalho. Por isso cobramos além de um reajuste maior, propostas mais concretas para acabar com a pressão que adoece a categoria e mais contratações para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga de trabalho”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.