LEASING DE VEÍCULOS: Bancos também pagavam propina para Máfia do ISS


O depoimento do auditor fiscal Luis Alexandre Magalhães, primeiro envolvido no caso da máfia do imposto sobre serviço (ISS), ao Ministério Público na quarta-feira apontou que bancos também pagavam propina para a redução do imposto devido a administração municipal.
 Ele teria citado que empresas de estacionamento e de segurança privada também faziam parte do esquema, embora o “filé mignon” tenha sido arrecadado com recursos do setor bancário. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Magalhães teria dito que essa parte do negócio envolvia outros fiscais, que abasteciam o suposto chefe da quadrilha, Ronilson Bezerra Rodrigues, que teria recebido até 6 milhões de reais em uma única semana com o setor.
 Magalhães, no entanto, não citou o nome dos corruptores e nem explicou como o esquema funcionava. Segundo o promotor do Ministério Público, Roberto Bodini, ele também não informou por quanto tempo essa arrecadação durou.
 Outro lado – O advogado de Ronilson, Marcio Sayeg, afirmou que não teve acesso ao depoimento que acusava o cliente, mas disse que a declaração é falsa e que o valor citado é “absurdo”.
 A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o sindicato de estacionamentos (Sindepark) e o sindicato das empresas de segurança privada (SESVESP) não se manifestaram sobre as acusações.
 
 
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