Estoque de crédito sobe 14,6%


O estoque de crédito no Brasil cresceu 14,6% em 2013, informou nesta quarta-feira o Banco Central. O número é menor do que o registrado em 2012, quando a expansão foi de 16,4%. Ao todo, o país fechou o ano com 2,715 trilhões de reais em estoque de crédito. Segundo o relatório de Política Monetária e Crédito, o montante representa 56,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, acima dos 53,9% registrados em 2012. O crédito ao setor privado cresceu 14% no ano, alcançando 2,565 trilhões de reais.
 Apenas em dezembro, o estoque subiu 2,4%, com destaque para o crédito às empresas, que avançou 3% no mês, alcançando 1,464 trilhão de reais. A carteira de recursos destinada às pessoas físicas aumentou 1,8%, totalizando 1,251 bilhão de reais.
 A explicação dada pelo BC para a desaceleração da expansão do crédito no ano passado foi a diminuição das operações com recursos livres, muito influenciada pela elevação da taxa Selic a partir de abril, e também pelo consumo menor das famílias. Por outro lado, o órgão destacou o crescimento das operações com recursos direcionados, especialmente o crédito rural, imobiliário e o disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 As operações com recursos livres representaram 55,5% do total de crédito do sistema financeiro no ano (1,508 trilhão de reais), crescimento de 7,8% de janeiro a dezembro. A carteira de pessoas jurídicas ficou em 763 bilhões de reais, enquanto a de pessoas físicas fechou 2013 em 745 bilhões de reais.
 Já no segmento de crédito direcionado, o saldo foi de 1,207 trilhão em 2013, 24,5% superior a 2012. Deste montante, 506 bilhões foram destinados a pessoas físicas (crescimento de 32,1% no ano) e 701 bilhões a pessoas jurídicas (alta de 19,6%). Levando em consideração apenas os recursos providos pelo BNDES, houve expansão de 22,9%, totalizando 169,7 bilhões de reais em 2013. Vale lembrar que ele não leva em conta os recursos do BNDESPar.
 Juros — Ainda segundo o BC, a taxa média de juros com operações de crédito do sistema financeiro – levando em conta aquelas de recursos livres e direcionados – alcançou 19,7% em dezembro ante os 18% registrados em igual mês de 2012. O spread bancário (diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada ao tomador final) das operações totais de crédito alcançou 11,1 pontos porcentuais, representando queda de 0,4 p.p. tanto na comparação mensal quando anual, ante dezembro de 2012.
 Desde abril passado, o BC vem elevando a Selic para combater a inflação, o que acaba influenciando o mercado de crédito, bem como o baixo crescimento da economia. A taxa básica de juros está hoje em 10,5% e a expectativa dos agentes econômicos é de que esse ciclo de alta não terminou ainda.
 “Ao longo de 2013, o mercado de crédito apresentou aumento das taxas de juros, acompanhado de redução dos spreads, elevação de prazos e recuo consistente da inadimplência, cujos índices alcançaram patamares mínimos da série histórica, iniciada em março de 2011”, diz a instituição no relatório.
 Calote — A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres ficou em 4,8% em dezembro, estável em relação a novembro, mas menor em relação a dezembro de 2012, quando o indicador estava em 5,8%.
 (com agência Reuters)
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