Juros seguirão subindo, mas em ritmo menor, indica BC


O Banco Central divulgou nesta quinta-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando o colegiado optou por elevar a Selic, taxa básica de juros, a 10,75% ao ano. O documento sinaliza que os juros seguirão em alta, mas num ritmo menor do que o adotado até aqui. A trajetória de alta da Selic teve início em abril do ano passado, quando a autoridade monetária elevou a taxa de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. Ainda segundo a ata, as projeções de inflação no país seguem acima do centro da meta fixada pelo governo tanto para 2014 quanto 2015.
 No cenário de referência, de acordo com o documento, a estimativa para a inflação de 2014 “se manteve relativamente estável” em relação ao valor considerado na última reunião, e permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para a inflação em 2015, a projeção no cenário de referência teve redução ante o valor considerado na reunião de janeiro, mas ainda se encontra acima da meta. No cenário de mercado, a projeção do IPCA para o ano que vem manteve-se estável, segundo a ata. Na ata anterior, relativa à reunião de janeiro, o documento trazia apenas que, para 2015, “em ambos os cenários, a projeção de inflação se posiciona acima da meta” e não detalhava se havia ocorrido um movimento de alta ou de baixa em relação à perspectiva anterior.
 Vale lembrar que, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado ao final de dezembro do ano passado, o BC havia informado que, no cenário de referência, sua expectativa era de uma inflação em 5,6% ao final de 2014 e de 5,4% no encerramento do ano que vem. Já no cenário de mercado, a projeção do Copom é de IPCA encerrando 2015 em 5,3% – a mesma taxa de 5,6% é aguardada para o acumulado deste ano.
 O BC manteve a avaliação de que é apropriada a continuidade do ciclo de ajuste das condições monetárias ora em curso, mas retirou o termo “ritmo” que constava na ata da reunião anterior. Na ata da reunião do Copom de janeiro, a diretoria do BC tinha destacado que era “apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”.
 A ata de agora também trouxe outra mudança ao acrescentar que os efeitos das ações de política monetária sobre a inflação são “cumulativos”. O documento manteve a ponderação de que esses efeitos se manifestam com defasagens. O Banco Central manteve a avaliação a inflação ainda mostra resistência, mas incluiu que isso acontece “não obstante moderação observada na margem”. O documento manteve ainda a projeção de estabilidade nos preços da gasolina em 2014, assim como a perspectiva de reajuste de 7,5% na tarifa residencial de eletricidade.
 (Com agência Reuters e Estadão Conteúdo)
 
 
 
 
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