Juros sobem em maio para maior patamar desde 2011

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Em sua nota de Crédito e Política Monetária, o Banco Central (BC) informa que as taxas de juros do crédito das pessoas físicas atingiram em maio o maior patamar desde julho de 2011. A taxa média subiu de 42% em abril para 42,5% no mês passado, considerando apenas as concessões com recursos de livre, aquele dinheiro que não têm destino específico. Para pessoa jurídica, ainda em recursos livres, a taxa aumentou de 22,9% para 23% de abril para maio. Ainda neste segmento, levando em consideração pessoas e empresas, a média foi de 32%, superior aos 31,7% em abril.
Calotes – Depois de permanecer estável desde o início deste ano, a inadimplência no Brasil voltou a subir em maio, ao atingir 5%, em um cenário de juros maiores e inflação elevada, informou o BC. De dezembro do ano passado até abril deste ano a inadimplência havia ficado em 4,8% no segmento de recursos livres. Considerando os recursos totais, incluindo também o crédito direcionado, a inadimplência também cresceu em maio, a 3,1%, após ficar em 3% desde dezembro de 2013.
O BC informou ainda que o spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final) ficou em 20,7 pontos porcentuais em maio (no segmento de recursos livres), acima dos 20,1 pontos porcentuais vistos em abril. No crédito total, o spread subiu 0,4 ponto porcentual, para 12,9 pontos.
Ainda segundo o BC, o estoque de crédito foi da ordem de 2,8 trilhões de reais em maio – 1% maior do que o visto em abril e 12,7% superior na comparação anual. Do total, 2.636 trilhões de reais foram para o setor privado, em especial nos segmentos imobiliário, industrial e rural. A relação crédito/Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 56% em abril para 56,1% no mês passado. Em maio do ano passado ela estava em 54,5%.
O dinheiro disponível para pessoas jurídicas foi de 1,49 trilhão de reais, enquanto o de pessoas físicas foi de 1,31 trilhão de reais. A maioria da carteira total do sistema financeiro (54% ou 1,51 trilhão de reais) é de recursos livres, ou seja, aquele dinheiro que não têm destino específico. Esta modalidade de crédito aumentou 0,7% na relação mensal e 5,7% na anual. As pessoas jurídicas e físicas demandaram quase o mesmo montante desse tipo de financiamento no mês: 757 bilhões e 756 bilhões, respectivamente.
O restante da carteira (1,29 trilhão de reais) é formado por recursos direcionados, aqueles usados apenas para financiamento habitacional, agricultura e repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Esse tipo de crédito subiu 1,3% ante abril e 22,3% em relação a maio de 2013. As carteiras de pessoas jurídicas e físicas totalizaram 737 bilhões e 554 bilhões de reais.