Juro para pessoa física atinge recorde de 43,2% em julho

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Em sua nota de Crédito e Política Monetária, o Banco Central (BC) informa que a taxa média de juros do crédito para pessoas físicas atingiu em julho 43,2% ao ano, contra 43% em junho. É o maior número desde o início da série histórica, em março de 2011. Com juros altos, as pessoas ficam cada vez mais endividadas e sobram menos recursos para o consumo e a poupança.
Os números se referem ao segmento livre, crédito que pode ser emprestado para qualquer destino – diferente do direcionado, que tem um fim específico, como, por exemplo, financiamento de imóveis ou agronegócio.
Segundo o BC, para pessoa jurídica, ainda em recursos livres, a taxa subiu de 22,6% para 23,1% entre junho e julho. Ainda neste segmento (livre), levando em consideração pessoas e empresas, a média subiu de 32% para 32,3%.
Levando ainda em consideração o segmento livre, o spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final) foi de 21,4 pontos porcentuais em julho, acima dos 20,9 p.p. vistos em junho. Ele leva em consideração pessoas físicas e jurídicas.
Ainda segundo o relatório divulgado nesta terça, a inadimplência passou de 4,8% para 4,9% entre junho e julho. Ela representa os calotes superiores a noventa dias no mercado de crédito brasileiro, também no segmento de recursos livres.
Crédito – O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 0,2% em julho ante junho, chegando a 2,84 trilhões de reais, ou 56,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em doze meses até julho, o estoque brasileiro cresceu 11,4%. O saldo dos empréstimos a pessoas físicas totalizou 1,33 trilhão de reais, avanço de 0,5% ante junho e de 13,5% em relação a julho de 2013. No caso do crédito destinado a pessoas jurídicas, o estoque fechou o mês passado em 1,5 trilhão, após aumentos de 0,1% e 9,6%, na mesma base de comparação.
Na semana passada, o BC anunciou uma segunda rodada de mudanças na regra do compulsório – contribuição obrigatória que os bancos fazem junto ao BC – e de estímulo ao crédito. Com isso, a instituição acredita que serão liberados mais 25 bilhões de reais na economia. No mês passado, BC já havia anunciado medidas que podem injetar até 45 bilhões de reais no mercado.